terça-feira, junho 30, 2009



Samba triste se faz assim...



E é por meio destas simplórias linhas que venho declarar todo meu amor, descompasso, doentia, fanatismo por ela que me acompanha desde minha mais tenra idade: Maysa (e ponto).
Maysa e só Maysa (como gostava de ser chamada) é dona de uma voz quente e marcante, comparada somente ao vinho que só como ele, consegue nos seduzir e envolver a cada gole que se consome, nos tornando menos sóbrio e mais "nós". Em sua música Maysa consegue pintar o mundo boêmio sem clichês, sem deixar escapar seu garbo, charme e elegância. Sua melodia entra por nossos ouvidos e nos devassa, nos revira por todos os ângulos, com um par de olhos verdes e um cabelo propositalemente em desalinho e uma boca, uma voz que desconcerta e deixa bambo qualquer marmanjo.




E pra pontuar tudo isso, a imortal canção de Jacques Brell eternizada em sua voz: Ne me quitte pas

video

domingo, junho 21, 2009


Na última quarta feira (17), o Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade ao diploma de Jornalista. O que pensar?
Acredito que o Jornalismo perderá o seu lado humano e papel construtor, o que temos é um incentivo a produção de notícias de forma mecânica. O verdadeiro jornalismo está pautado sobre a ética, comprometimento com a verdade e principalmente o vigor, a paixão pela atividade. Não que eu acredite que valores como estes se aprendam, pois estão atrelados ao caráter, a disposição e boa vontade, porém, esta situação contribui pra um afunilamento no mercado, proporcionando uma disputa ridícula entre alguém que sabe produzir de fato uma notícia e alguém que apenas reproduz . O jornalismo definitivamente não exige só técnica, o jornalismo é ciência sim! O que dizer dos aspectos sociais, literários e antropológicos? É realmente um retrocesso.

sexta-feira, junho 12, 2009





Vontade de Tudo



Vontade de mim,



vontade de ir e de ficar



vontade de gritar e silenciar



e é vontade, só vontade.



A água e a minha sede



a cama e o meu sonho



a paz meu pesadelo



meu canto derradeiro



tristeza e euforia


alforria? eu voaria.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009



Quarta feira, 14 de janeiro de 2009, 7 horas de uma manhã ainda fria, dia de início do Festival Internacional de verão de Brasília. No pátio da escola de música, alguns músicos já esquentavam as notas do hino nacional que seria executado na abertura oficial do evento. Pedia um pão de queijo quando avistei uma garota descendo de um táxi com uma pequena mala, tímida, mas com uma firmeza no olhar, estranhamente bateu palmas e fez estalidos nos dedos e só então começou a andar guiada somente por uma bengala que se estendia a um toque; para minha admiração ela acabara de reconhecer o ambiente somente pela acústica, ela era deficiente visual.
Sentou em um banco próximo e sacando uma flauta doce da mochila, ela começou a tocar o início de Gabriel’s oboé do Enio Moricone. Terminei o café e me dirigi ao telefone público, passando pelo lado esquerdo da moça, quando subitamente a música cessa e ouço um longo e grave: bom dia! Ela havia me cumprimentado quando passei ao seu lado e ainda estático, me perguntava como, se estava sozinho, não falava e não emitia nenhum som ao andar ou por conta do calçado pensei e com voz embargada em um silêncio que já beirava o mal tom respondi ainda meio perplexo. Era meu primeiro contato com ela.
Poucos minutos de conversa foram suficientes para Marcela me contar que estava lá a contragosto da família, que a julgava frágil demais pra se deslocar de uma cidade a outra sozinha. Em pouco tempo pude notar a força de vontade que se concentrava naquele ser, pois apesar do Festival oferecer musicologia em braile, o espaço físico não possuía o mínimo de acessibilidade, razão que não a desanimou.


Marcela é uma paulistana de 25 anos, deficiente visual desde a infância, mas que nem por isso faz do problema um obstáculo. Percussão, flauta doce, piano e canto são só algumas atividades que ela exerce além de ser professora. Viajou sozinha de Sampa pra Bsb somente com o endereço anotado em um pedaço de papel e chegou ao Festival. Foi a sua primeira viagem sozinha, a contragosto da família;

Motivado por isto, eu juntamente com alguns amigos fomos cobrar à direção do evento respostas, pois, Marcela era tão igual quanto aos outros professores que estavam ali pra aprender tal módulo, porém o mínimo que deveriam fazer era oferecer uma bolsa, uma vez que houve equívocos na recepção de deficientes. Em aproximadamente uma hora de conversa conseguimos.
Professora de inicialização musical desde os 15 anos, Marcela toca com grande habilidade flauta doce, percussão, violão, piano e canto. E foi com grande êxito que a mesma foi aprovada no último vestibular de música da Unicamp obtendo o 7° lugar, o que a fará sair da grande São Paulo para morar na cidade de Campinas no segundo semestre de 2009.
Só em dois momentos extremos vi a Marcela reclamar: da comida do festival que tinha seus altos e baixos e de tristeza quando sua mãe se recusou a falar com ela ao telefone por ter contrariado seus conselhos.
No encerramento do curso Marcela não cantou, simplesmente emocionou a todos com Chega de saudade com melodia de Tom e letra de Vinícius, e fez muita gente chorar com a despedida de mais um festival.
Assim terminava mais uma aula que a vida acabava de me dar...

sábado, fevereiro 14, 2009


Pois bem ,

Cá estou eu retomando minhas atividades após um longo período sem postagens, mas enfim voltei \o/.
2009 começou muito bem pra mim, fiz exatamente o que planejava para o início do ano: participar do 31° Curso/Festival internacional de Verão de Brasília. Após um ano sem cantar por conta da facul e trampo, queria ver como as coisas estavam, pois, tanto tempo assim fora da atividade musical é dificil. Mas dificil ainda são as escolhas que temos fazer pra conseguir respirar e deitar a cabeça no travesseiro. Há um ano que me via distanciar cada vez mais do canto, isso estava me deixando absolutamente entristecido.
Mas voltemos ao curso/festival. Este ano tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas como Martha Herr, soprano e professora/EUA de uma disposição esplendida, ela me guiou ao meu retorno sempre com palavras de incentivo nas aulas: Ouse!, ou então Vc consegue! muito caricato isso.


Apresentação da Orchestra com o Grande Coro

E o que dizer dos amigos de UberCity??, como a "Nenéin": Angélika flautista, o soprano Anna Kassia e o meio soprano Miriã; pessoas especiais.
Reencontrar Arthur e Vinicius, amigos de gyn tb foi muito bom, nossas saídas e conversas...sinto falta, vcs podiam morar mais perto.(ou eu né?! rsrs).
E o meu Flautista Coloratura!?!, André Sinico põe Farinelli no sapato pois além de talento ele tem graciosidade, eh um virtuoso sem dúvidas. André me recebeu muito bem, valeu amigo!
Este ano o Civebra entrou na sua 31° edição. Anualmente o curso recebe uma grande quantidade de músicos de todo Brasil e países da America do sul, o que acho muito bacana tanto pra vida musical mas principalmente pra vida pessoal, pois, a convivência com a pluralidade do mundo e as novas descobertas me faz aprender muito.


Andando por bsb num domingo


São noites a fora quando não estudando, jogando papo com os amigos até tarde da madrugada, ou ainda, comendo aquela pizza maravilhosa da pizzaria Molho de tomate de madruga com o Vinny ou tomando aquela cervejinha com o Arthur, Rafa e Cleison no bar Piauí (não que beber seja errado, mas quando se canta...confesso que nao ia soltar essa, hehehehe). Lembro-me do dia em que eu e amigos fomos até a praça dos 3 poderes as 2 da manhã e jogamos "Eu nunca..." muito show mesmo, hilário.



Após o concerto jantar no Fausto&Manoel


Das Fotos...

Na foto temos o apresentação do grande coro com orchestra, cantávamos o Chorus n° 3 de Villa-Lobos, uma peça magnifica (boa sugestão pra se ouvir),foi maravilhoso cantar com amigos. Em seguida, alguns amigos andando pela tarde de domingo em bsb e na terceira foto um jantar no Fausto&Manoel depois do concerto, (nossa o que era aquilo em Vinny?) muito bom mesmo!

Com o fim do festival sobram lembranças. De volta a Slz, retorno ao cotidiano, facul, agora estágio em outra TV, mês de julho tem o festival de Campinas, vamos ver como vai estar o tempo e a grana pra minha ida.

É bom estar de volta!

Carpe Diem ! : )